Arquivos da categoria: #Fail

Mulher perde oportunidade de emprego por ter filhos e não ser casada

A página no Facebook “Diário de Uma Mãe Solteira” postou em seu perfil a história de uma mulher que perdeu seu emprego por não ser casada e ter três filhos. A repercussão gerou discussões na rede social.

Segundo a administração da página, a filha de uma mulher, que não quis ter a identidade revelada, enviou três prints de sua mãe perdendo uma oportunidade de trabalho após a empregadora descobrir que ela não era casada e tinha filhos. “Então me desculpe, mais (sic) vou ter que cancelar a faxina de amanhã. Não posso ter este tipo de gente na minha casa, perto do meu marido”, disse a moça identificada apenas como “Simone”.

Após a divulgação do caso na rede social, muitas pessoas se ofereceram para ajudá-la a encontrar um advogado e também para oferecer um emprego a ela. Porém, a página não está conseguindo contato com a filha para repassar o que já conseguiram até agora.

A descrição do perfil da página informa: “Mães solteiras e jovens, decidimos criar essa página para apoiar e dar voz a todas as mães solteiras que sofrem com o abandono/preconceito”.

A ideia é basicamente expor e discutir as dificuldades enfrentadas por mulheres que educam seus filhos sem a ajuda do pai e que, muitas vezes, passam por situações de humilhação quando procuram trabalho, quando namoram ou quando são julgadas em eventos sociais e familiares.

Vaga para Secretária, discreta, desinibida e carinhosa para trabalhar 4 horas por dia com quem possa construir uma “amizade especial”.

Inacreditável mas sim, postaram essa vaga. Foi na OLX. Vejam a imagem abaixo.

Todo cuidado é pouco na hora de procurar sua vaga! Dê prioridade para sites de confiança, fique atento(a) aos detalhes que estão descritos na vaga. Evite conversas “inbox” ou por Whatsapp. Empresas sérias não utilizam desse método para recrutamento!
ABUSO

Boato diz que trabalhador pode receber R$ 3.284 do governo.

ctps

Nos últimos dias, circularam pela internet notícias falsas de que trabalhadores com pelo menos dois anos de registro em carteira poderiam ter até R$ 3.284 para receber do governo. Segundo esses boatos, o valor seria referente à revisão do abono salarial para quem contribuiu para o PIS (Programa de Integração Social).

A Caixa Econômica Federal esclareceu que a notícia é falsa.

E é por isso que eu não divulguei isso! 😉

Segue nota da própria CAIXA ECONÔMICA FEDERAL:

Com relação ao PIS (Programa de Integração Social), a Caixa Econômica Federal esclarece que é falsa a notícia publicada nesta segunda-feira (28) em determinados sites sob o título “Se você tem 02 anos de registro em carteira, você pode ter R$ 3.284,00 para receber do Governo”.

As condições de saque do PIS não sofreram nenhuma alteração e permanecem conforme calendário anual estabelecido pelo CODEFAT – Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador.

Para saque do Abono do PIS, o trabalhador deve atender os seguintes critérios:

>> Estar cadastrado no PIS há pelo menos cinco anos;
>> Ter recebido remuneração mensal média de até dois salários mínimos durante o ano-base;
>> Ter exercido atividade remunerada para Pessoa Jurídica, durante pelo menos 30 dias, consecutivos ou não, no ano-base considerado para apuração;
>> Ter seus dados informados pelo empregador (Pessoa Jurídica) corretamente na Relação Anual de Informações Sociais (RAIS).

Calendário de Pagamentos 2015:

​Nascido em ​Recebem a partir de ​Crédito em conta
​Julho ​22/07/2015 ​14/07/2015
​Agosto ​20/082015 ​18/08/2015
Setembo​ ​17/09/2015 ​15/09/2015
​Outubro ​15/102015 ​14/10/2015
​Novembro ​19/11/2015 ​17/11/2015
​Dezembro ​17/12/2015 ​15/12/2016
​Janeiro ​14/01/2016 ​12/01/2016
​Fevereiro ​14/01/2016 ​12/01/2016
​Março 16/02/2016 ​11/02/2016
​Abril ​16/02/2016 ​11/02/2016
​Maio ​17/03/2016 ​15/03/2016
​Junho ​17/03/2016 ​15/03/2016

Todos os pagamentos do calendário PIS 2015 ocorrem até 30/06/2016.

Mais informações sobre benefícios ao trabalhador, clique aqui.

 

Votorantim Cimentos é condenada por racismo

Empresa demitiu funcionário após ele se queixar de práticas discriminatórias de seus colegas

Florianópolis – A empresa Votorantim Cimentos foi condenada por racismo e demissão abusiva de um funcionário. Além de permitir a conduta discriminatória de alguns de seus empregados, a Votorantim demitiu a vítima das ofensas em vez dos racistas. A decisão da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 12ª Região (SC) foi unânime e acolheu pedido do Ministério Público do Trabalho em Santa Catarina (MPT-SC), elevando a indenização de dano moral coletivo para R$ 200 mil.

O trabalhador sofreu discriminação por chegar atrasado na empresa devido a uma enchente em sua cidade. Em uma das frases citadas no processo, um dos colegas disse que ele “deveria ter se pendurado nos galhos pelo rabo” para conseguir chegar no horário, em alusão a macaco. Após o episódio, o empregado fez queixa ao chefe imediato e depois foi visto chorando, informando que havia sido demitido.

A empresa alegou falta de produtividade e atrasos constantes para justificar a demissão, mas as provas colhidas ao longo do processo revelaram o contrário. O empregado cumpria devidamente as jornadas, inclusive com entradas mais cedo e saídas após o horário normal de expediente registradas em ponto.

Diante disso, a Justiça considerou a Votorantim responsável tanto pela discriminação racial sofrida pelo empregado, que não foi coibida, como pela demissão arbitrária do trabalhador após cobrar providências. Assim, o caso deixou de ser individual e atingiu a coletividade de trabalhadores, que poderiam ter a falsa noção de que essa seria a postura correta a ser adotada em situações semelhantes, e também a própria sociedade, que repudia este tipo de conduta.

A decisão determina ainda indenização equivalente ao dobro de salários e demais vantagens que o trabalhador teria direito como se estivesse trabalhando desde a demissão, em 14 de fevereiro de 2014, até o momento em que da decisão não couber mais recurso. A Votorantim foi responsabilizada também pelo recolhimento de todas as contribuições previdenciárias do ex-empregado.

De acordo com a procuradora regional do Trabalho Cinara Sales Graeff, que representou o MPT, a questão em pauta causou repulsa não somente aos desembargadores e ao Ministério Público, mas também a todos os advogados, acadêmicos e demais presentes à sessão. “A condenação é um exemplo para que a sociedade cesse este tipo de conduta racista e preconceituosa que atinge valores morais e constitucionais que devem ser preservados, para que consigamos construir uma sociedade fraterna, pluralista e sem preconceitos.”

Da decisão cabe recurso no Tribunal Superior do Trabalho (TST).

Fonte: Ministério Público do Trabalho